A deputada federal Priscila Costa, do Partido Liberal (PL), candidata à reeleição, publicou um vídeo em seu perfil no Instagram que provocou críticas e repercussão negativa nas redes sociais minutos após a postagem.
Nas imagens, a parlamentar aparece durante uma atividade de campanha quando registra, do outro lado da via, duas trabalhadoras segurando bandeiras do Partido dos Trabalhadores (PT). Ao comentar a cena, Priscila afirma: “Do lado de lá tá o Partido das Trevas.”
Na sequência, seu marido, Pastor Frota, que também é candidato a deputado estadual, complementa: “E do lado de cá, tá o povo da luz.”
O vídeo termina com os dois candidatos dançando entre apoiadores, enquanto toca o jingle utilizado na campanha eleitoral da dupla.
A publicação rapidamente passou a receber críticas de internautas, principalmente pela associação feita no vídeo entre o partido adversário e a expressão utilizada pela deputada. A repercussão levou Priscila a responder diretamente aos comentários.
Em uma das respostas, a parlamentar afirmou que sua fala não tinha como alvo as trabalhadoras que apareciam nas imagens, mas exclusivamente o partido representado pelas bandeiras.
“Sou a favor de todos trabalhadores. Não falei de nenhum deles, falei de partido, falei de uma sigla. É só uma questão de interpretação de texto”, declarou.
A manifestação, porém, não encerrou a discussão. O episódio continuou gerando reações entre usuários da plataforma, dividindo opiniões entre apoiadores da deputada e críticos da estratégia adotada no vídeo.
O caso ocorre em meio ao início da corrida eleitoral de 2026, período marcado pela intensificação das atividades de pré-campanha e campanha e pelo uso cada vez maior das redes sociais como principal canal de comunicação entre candidatos e eleitores.
A publicação também evidencia como declarações de forte caráter político e simbólico podem ganhar repercussão rapidamente no ambiente digital, especialmente quando envolvem adversários partidários e trabalhadores identificáveis nas imagens.
Até o momento, a controvérsia está concentrada na repercussão da publicação e na interpretação das declarações feitas no vídeo. A deputada sustenta que sua crítica foi direcionada ao PT, e não às trabalhadoras que aparecem nas imagens.




